Mesmo com a proximidade qque mantinha com Lula e Dilma, se alguém dissesse há quatro anos que veríamos a “Rainha do Agro” vestindo o vermelho com entusiasmo, muitos ririam. Pois bem, o riso agora é de quem articula. A filiação de Kátia Abreu ao Partido dos Trabalhadores (PT), não é apenas um movimento de sobrevivência, é uma declaração de guerra ao atual Palácio Araguaia.
A “Companheira” Kátia: Estratégia ou Desespero?
Kátia Abreu não entra no PT para ser apenas mais uma. O foco é cristalino: o Governo do Estado em 2026. Ao se aliar formalmente a Lula, Kátia também garante apoio da máquina do Planalto no Tocantins.
Resta saber: a militância petista, que por anos a chamou de “Miss Desmatamento”, vai bater palma para a nova cacique ou o clima vai azedar antes das convenções?

Enquanto a mãe vai para a esquerda, o filho, Iratã Abreu, faz um movimento que é puro suco de pragmatismo político. Ele oficializou sua pré-candidatura a Deputado Federal pelo PSDB, sob as bênçãos de Vicentinho Júnior.
Aqui o bastidor ferve, afinal, Vicentinho Júnior também é pré-candidato. Ao abrigar Iratã, ele amarra um acordo de “paz e amor” com o clã Abreu.
Porém, a convivência de Iratã no PSDB, partido que nacionalmente é oposição ao PT de sua mãe, cria uma situação, no mínimo, curiosa para os palanques de 2026. Como será o discurso na hora do rádio e da TV? “Vota em mim no PSDB, mas vota na minha mãe no PT”? O eleitor tocantinense terá que ser um mestre em lógica.





