Dorinha assume liderança do União no Senado. Nova posição pode influenciar na corrida pelo Palácio Araguaia?

Ao sentar na cadeira de líder da bancada do União Brasil no Senado, Dorinha Seabra não está apenas organizando pautas; ela está blindando sua pré-candidatura ao Governo do Tocantins com o que há de mais valioso em Brasília: o controle do tempo e do dinheiro de uma das maiores legendas do país.

A movimentação é cirúrgica. Dorinha, que já lidera as pesquisas de intenção de voto para o governo estadual, agora passa a ser a interlocutora direta do partido com o Governo Federal e com as verbas de fundo partidário e eleitoral. Em bom português: ela acaba de avisar aos adversários e aos “aliados” que quem quiser conversar sobre 2026 no Tocantins terá que passar pelo seu gabinete, agora com o peso dobrado de quem fala em nome de uma bancada inteira.

Dorinha já deu sinais inclusive em áudios vazados no passado, de que sua prioridade é o Palácio, sem paixões por “A” ou “B”. Ao assumir a liderança, ela deixa de ser uma peça no jogo de Wanderlei para se tornar a dona do tabuleiro.

A ascensão de Dorinha coloca seus “correligionários-adversários”, como Carlos Gaguim e Vicentinho Júnior, em uma saia justa. Gaguim, mestre em articulações de bastidores, agora vê sua colega de partido com um poder de mando hierárquico no Congresso. Se antes havia espaço para uma disputa interna pela “benção” do União Brasil, a janela parece ter se fechado.

Com a liderança no Senado, Dorinha subiu o tom sem precisar gritar, usando a burocracia do poder para mostrar quem tem a chave do cofre e o prestígio da capital federal. Será que além de ser a primeira mulher líder de bancada do União, Dorinha  será a primeira mulher a chefiar o Palácio Araguaia?

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