Em discurso recente, o governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, abordou abertamente as dificuldades enfrentadas pelo Hospital Geral de Palmas (HGP), especificamente os problemas no sistema de ar-condicionado que têm gerado críticas da população e dos profissionais de saúde.
O governador detalhou que a causa principal do mau funcionamento é a queima de uma peça estruturante do sistema. Segundo Barbosa, o componente, embora não seja excessivamente caro (avaliado em R$ 80.000,00), é de difícil aquisição por ser fabricado sob encomenda por apenas três empresas no Brasil.
“É uma peça que faz a ligação de toda uma rede e não se encontra aqui. Tivemos que encomendar em São Paulo e a previsão é que ela chegue nesta quinta-feira”, explicou o governador.
Para evitar um colapso total e proteger áreas críticas, Barbosa revelou que a gestão hospitalar precisou adotar o desligamento alternado de algumas alas:
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Prioridade para UTIs: O ar-condicionado é mantido nas Unidades de Terapia Intensiva para garantir a segurança dos pacientes em estado grave.
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Rodízio de Carga: Setores administrativos ou de menor risco sofrem cortes temporários para aliviar a sobrecarga da rede elétrica do hospital.
Mesmo diante das críticas, Wanderlei Barbosa enfatizou a importância simbólica da unidade. “As pessoas criticam, mas o HGP é o hospital de confiança da nossa população. Quem está na UPA pede para ser transferido para lá porque sabe que será bem cuidado”, afirmou.
A expectativa do governo estadual é que, com a chegada e instalação da peça até o final da semana, o conforto térmico de pacientes e servidores seja plenamente restabelecido.





