Uma pesquisa realizada pela Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) acendeu um alerta sobre a saúde pública na região sudeste do estado. O levantamento identificou a existência de graves “vazios assistenciais”, o que significa que, apesar de a atenção primária (postos de saúde) apresentar indicadores positivos e dentro das metas estabelecidas, a população fica desamparada quando necessita de consultas especializadas, exames de diagnóstico e procedimentos de média e alta complexidade.
O cenário motivou o posicionamento de Cesinha de Lavandeira, pré-candidato a deputado estadual pelo PRD. Para ele, a resolução do problema exige uma estratégia que supere a mera construção de infraestruturas físicas.
“A população precisa ter acesso aos serviços de saúde no momento em que necessita deles. Muitas famílias ainda enfrentam longas viagens para realizar consultas, exames ou procedimentos que deveriam estar mais próximos da sua realidade”.
O diagnóstico da Unitins aponta que a oferta de especialistas e equipamentos tecnológicos está fortemente concentrada em municípios-polo, como Dianópolis e Arraias. Como as outras cidades da região não conseguem garantir esse acesso de forma regular, gera-se um efeito dominó: os doentes dependem continuamente de transportes e transferências para outras localidades.
De acordo com o estudo, esta limitação da capacidade instalada na rede especializada não só penaliza os pacientes, como também sobrecarrega os custos operacionais de todo o sistema de saúde pública devido às despesas com deslocamentos.
Outro entrave crítico detalhado no relatório é a extrema dificuldade que os municípios de menor porte enfrentam para atrair e fixar médicos e profissionais especializados. Esta escassez prolonga as listas de espera e gera uma pressão desmedida sobre os hospitais e unidades que servem de referência regional.
Especialistas em gestão pública e saúde coletiva ouvidos na pesquisa reforçam que a descentralização eficiente só acontecerá mediante três pilares: investimentos estruturais, ampliação do corpo de profissionais e uma real integração de serviços entre os municípios. Sem isso, os postos de atendimento básico continuarão a absorver, de forma ineficiente, procuras que deveriam ser tratadas por especialistas.
Como solução, Cesinha de Lavandeira defende um planeamento integrado que respeite as especificidades locais do sudeste tocantinense. “O fortalecimento da rede regional pode reduzir deslocamentos, ampliar o acesso aos serviços e oferecer mais qualidade no atendimento à população”, concluiu.





