A duas semanas do primeiro turno das eleições estaduais no Tocantins, integrantes da campanha do candidato ao governo Vicentinho Júnior (PSDB) já preveem a vitória de sua principal adversária, Dorinha Seabra (União Brasil). Diante de quadros desfavoráveis nas sondagens internas, a articulação do grupo passou a redirecionar esforços para tentar fortalecer as candidaturas proporcionais às bancadas estadual e federal.
Segundo interlocutores da chapa, levantamentos de consumo interno apontam uma queda contínua na pontuação de Vicentinho com recuo superior a cinco pontos percentuais na última semana, enquanto Dorinha ultrapassa a marca de 52% em algumas amostras. A avaliação interna reflete que a reversão do cenário tornou-se altamente improvável, considerando a possibilidade de definição do pleito ainda no primeiro turno ou com ampla vantagem da candidata do União Brasil em eventual segunda rodada.
Reorganização das prioridades e alianças para as bancadas
Com o panorama na disputa majoritária, a eleição para a Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto) e para a Câmara dos Deputados assumiu caráter prioritário para as legendas da coligação:
MDB (Estadual e Senado): O partido aposta em Raul Cayres, filho do candidato a vice-governador e atual presidente da Aleto, Amélio Cayres, além de buscar a reeleição dos deputados estaduais Olyntho Neto e Valdemar Júnior. Para o Senado, a chapa mantém o apoio a Alexandre Guimarães (MDB), que concorre a uma das duas vagas disputadas com nomes como Eduardo Gomes (PL) e Carlos Gaguim (União Brasil).
PSDB (Estadual e Federal): Na disputa estadual, sobressaem os nomes dos cotados Jorge Frederico e Toinho Andrade, enquanto Júnior Geo atua para tentar assegurar uma terceira cadeira para a legenda. O partido buscou também atrair quadros do Podemos para enfraquecer a nominata concorrente. Para a Câmara Federal, as apostas concentram-se principalmente nas candidaturas de Cinthia Ribeiro e Iratã Abreu.
Escassez de recursos e contenção de despesas
Além da retração nos levantamentos eleitorais, apoiadores relatam entraves logísticos e financeiros para manter a estrutura da campanha no interior do estado. Segundo relatos anonimizados de aliados, os repasses do Fundo Partidário têm se mostrado insuficientes para cobrir despesas operacionais básicas com fornecedores.
De acordo com membros do núcleo político de Vicentinho, a desidratação nas pesquisas reduziu o aporte de doações privadas na reta final do pleito. A meta declarada por interlocutores do grupo passou a ser garantir uma votação próxima a 35% dos votos como forma de obter um resultado honroso na disputa pelo Palácio Araguaia, enquanto direcionam forças para a formação de suas bancadas legislativas para a legislatura de 2027.





