Disputa por vaga de vice ganha força na chapa de Dorinha para o Governo

O xadrez da sucessão estadual no Tocantins começou a ganhar contornos mais claros e o movimento mais recente aponta para uma etapa decisiva: a escolha do vice. Durante articulações políticas recentes, o governador Wanderlei Barbosa indicou publicamente nomes que estão no radar para compor a chapa majoritária ao lado da senadora Dorinha, pré-candidata ao governo.

Entre os citados estão Jair Farias, Atos Gomes, Lucas Campelo e Eli Borges, todos com perfis distintos, mas com algo em comum: peso político regional e capacidade de agregar à chapa.

A escolha do vice deixou de ser um detalhe protocolar e passou a ocupar papel central dentro da estratégia eleitoral do grupo governista. A sinalização de Wanderlei reforça o desejo de montar uma chapa equilibrada e competitiva, priorizando critérios técnicos e eleitorais.

A lógica é clara. O vice precisa ampliar capilaridade regional, consolidar alianças com prefeitos e lideranças locais, dialogar com segmentos estratégicos como o religioso, municipalista e empresarial e ainda equilibrar forças internas da base.

Quem são os perfis em análise

Os nomes ventilados refletem exatamente essa estratégia de composição:

  • Jair Farias: atual deputado estadual, construiu sua base política no norte do estado. Tem forte ligação com lideranças municipais e histórico de fidelidade a grupos políticos, o que o coloca como peça importante na articulação regional e no diálogo com prefeitos.
  • Atos Gomes: com perfil mais técnico, já ocupou funções na gestão pública e ganhou espaço dentro do Republicanos. É visto como um articulador equilibrado, com trânsito entre diferentes alas políticas e boa aceitação em ambientes institucionais.
  • Lucas Campelo: Vereador mais votado de Araguaína. Representa uma nova geração política, com inserção crescente nas articulações estaduais e boa interlocução com setores jovens e urbanos.
  • Eli Borges: deputado federal com longa trajetória política, já foi deputado estadual por vários mandatos. Tem forte atuação junto ao público evangélico e influência consolidada nesse segmento, além de já ter participado de articulações para cargos majoritários, o que amplia seu peso político na composição.

Outros nomes ainda podem surgir ou sendo articulados no sigilo. A diversidade dos perfis indica que a escolha segue em aberto e será definida com base no encaixe político mais eficiente dentro do cenário atual.

A atuação de Wanderlei Barbosa nesse processo é direta. O governador tem conduzido a organização política da base, articulando chapas e dialogando com diferentes grupos para garantir sustentação ao projeto de 2026. Ao mesmo tempo, mantém influência sobre a definição dos principais espaços da majoritária.

Nos bastidores, o entendimento é que a escolha do vice pode selar alianças importantes, evitar mais rupturas internas, conter o avanço da oposição e garantir competitividade real já na largada da campanha.

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