Tiago Dimas defende fim da escala 6×1, mas cobra mecanismos de produtividade e proteção para pequenas empresas

O debate em torno do fim da escala 6×1 tem chacoalhado os bastidores de Brasília. O deputado federal Tiago Dimas, se posiciona como uma das vozes que buscam equilibrar a balança entre os direitos dos trabalhadores e a sobrevivência financeira das empresas.

O parlamentar tocantinense é favorável à extinção dessa jornada de trabalho, amplamente criticada pelo desgaste físico e mental que impõe aos profissionais, mas reitera que a mudança não pode ser feita de maneira abrupta ou sem critérios técnicos. Para ele, a questão não é “se” a escala deve acabar, mas sim em “como” essa transição será feita para não sufocar a economia, especialmente em estados como o Tocantins, onde o comércio e o setor de serviços dependem fortemente da força de trabalho presencial e contínua.

Com um olhar atento à realidade tocantinense, Tiago Dimas centra sua atuação na defesa de mecanismos que atrelem a redução da jornada de trabalho ao aumento real da produtividade. O deputado argumenta que o Brasil precisa modernizar suas relações trabalhistas e que o descanso do trabalhador é um investimento na sua própria eficiência; contudo, ele faz um alerta firme de que a simples canetada legislativa, sem contrapartidas, pode gerar o fechamento de postos de trabalho e empurrar muitos pais de família para a informalidade.

Outra grande preocupação do parlamentar é o impacto direto sobre o ecossistema de micro, pequenas e médias empresas, que formam a espinha dorsal do emprego no Tocantins. Tiago Dimas tem sido enfático ao cobrar do governo federal e de seus pares no Congresso a criação de mecanismos robustos de compensação fiscal para esse setor. O deputado defende que as grandes empresas possuem gordura financeira para absorver novas contratações ou mudanças de turno, mas o pequeno comerciante de bairro e o médio empresário operam com margens de lucro muito apertadas.

Na visão de Dimas, sem uma desoneração da folha de pagamento focada nas pequenas e médias empresas, a medida corre o risco de sufocar quem mais gera emprego no país, transformando uma pauta social justa em um problema econômico de difícil solução.

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